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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

A orla de Brighton

Vista para a praia e as famosas falésias de calcário. Em Dover,
cidade vizinha, é possível atravessar de balsa até a França e
ter a imagem a partir do outro país
Não tem jeito, a alma brasileira dá as caras não importa o frio e mesmo do outro lado do mundo a gente sempre dá um jeito de dar uma apimentada nos dias e nos programas invernais. Se existe uma cidade com um tempero de samba na Inglaterra, definitivamente essa é Brighton. Não somente pelos conterrâneos, mas principalmente pelas cores, pelo acolhimento e, claro, pelo "corgão" azul que se derrama quilômetros e quilômetros, até aonde a vista alcança. Contudo, como nem tudo se resume a céu azul, água morna e cerveja gelada,  há, literalmente, várias pedras no meio do caminho. 

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Brighton e o charme da década de 60 no litoral inglês


Certo dia, olhando um guia turístico da Inglaterra, me deparei com a imagem do prédio abaixo. Arquitetura cheia de influências orientais, prédio branco-mármore, pier com um parque de diversões enorme adentrando cem metros no mar e clima tipicamente anos 60. Pronto, a justificativa perfeita para mais uma aventura na praia em pleno inverno europeu! Brighton tem hoje uma das maiores comunidades brasileiras na Inglaterra, além de ser um dos grandes destinos GLS do país. É tudo muito movimentado, colorido, festivo, quase como o carnaval brasileiro - e, por sinal, a cidade possui uma forte tradição de desfiles carnavalescos. Mesmo no século 21, a conserva a aura saudosista do chiquérrimo balneário inglês, destino das famílias mais tradicionais e abastadas até a metade do século 20. Há 2 horas de trem ao sul de Londres, a arquitetura renascentista com praças encrustadas de frente para o mar é um espetáculo à parte e já nos deixa com vontade de olhar os classificados de qualquer jornal. Além de um enorme aquário marinho (que atualmente está fechado para reforma), não deixe de visitar as duas principais atrações: o pier e o Royal Pavilion


Royal Pavilion, palácio construído pelo então futuro rei George IV, sede de festas memoráveis e marco da cidade-
balneário

Gente, Brighton é aquela cidade em que você quer tirar foto de cada poste de luz. A atmosfera e as pessoas são super receptivas e o que não falta são restaurantes charmosos a preços bem convidativos de frente para o mar. Além disso, não deixe de passear na parte baixa do calçadão. Há parquinhos para as crianças, pistas para patins, skate, bicicleta, bem como pistas para caminhada e corrida. Vá em direção ao pier e se delicie com restaurantes de frutos-do-mar fresquinhos, além de dezenas de lojinhas com produtos manuais um mais lindo que o outro. 

Local de artesãos, o problema é controlar a carteira para não sair
comprando todos os souveniers. Um mais fofo que o outro!
É o local de artesãos, pintores, escultores, músicos e todos os tipos de artistas locais. Ah, e as lojas são uma fofura, como que esculpidas na parte de baixo da grande avenida beira-mar: são rebuscadas, cheias de detalhes no cimento, um convite à apreciação e ao deleite enquanto se saboreia um café bem quente (ou um sorvete, para quem for corajoso). Saunas em cabines de madeira, para uma pessoa, também estão distribuídas ao longo da orla. Mais anos 60 impossível! À noite, o local não pára e dezenas de bares e boates estão abertos para quem quer diversão até o dia raiar. 

domingo, 23 de outubro de 2011

Na terra do drácula

Não, não estou louca. Não fui à Pensilvânia, Transilvânia ou sei lá qual "ânia", mas passei pela terra do Drácula, em Whitby, na Inglaterra. Bram Stoker escreveu o famoso romance enquanto passava um verão na cidade, então dá para imaginar o orgulhinho que o pessoal de lá tem com esse fato. Além disso, durante o século 19, vários escritores passaram por lá e diz a lenda que a cidade é uma fonte de inspiração para todo mundo que quer escrever alguma coisa de sucesso - peguem seus laptops e embarquem no primeiro avião para lá!

Bom, o dia tava lindo por lá, o sol brilhava, o céu não tinha nenhuma nuvem. Para completar, a brisa soprava e as gaivotas cagavam em nossas cabeças, ou seja, um típico final de semana na praia. Para tanto, nada melhor que o visual apropriado: galochas, meia-calça de lã, jeans, malhinha de algodão pra esquentar, casacão de lã tricotado pela mamãe e cachecol. Sim, meu povo do Brasil varonil! Aprendam que por aqui, sol não quer dizer calor. Sol não quer dizer shortinho e havaianas. Sol não quer dizer a tarde esticada na areia torrando igual um camarão. Sol quer dizer, apenas, que o vento não estará tão gelado como sempre é.
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