terça-feira, 29 de novembro de 2011

Como furar fila em Londres


Essa é uma coisa que brasileiro gosta: furar fila. Mas é claro que não pode ser escancarado, tem que ser com jeitinho, para não criar indignação, certo? E quer coisa melhor que conseguir furar fila nas principais atrações turísticas de Londres e ninguém poder falar nada?! Quer saber como faz? 

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Porque o interior da Inglaterra vale à pena: Fountains Abbey

Vem cá, chega mais perto... isso, mas um pouquinho mais... Aí, tá ótimo! Agora me conta um segredo: qual o lugar mais incrível que você já viu na sua vida? Aquele que você, ao mesmo tempo, não quer se mexer para não perder a vista, mas quer conhecer tudo nos mínimos detalhes. E você deseja que seus olhos fossem como uma máquina fotográfica, com um zoom potente, memória expansível, controle de luminosidade e brilho para capturar o momento com a maior vivacidade possível. Não importa o sol, a chuva, a neve ou a névoa, cada um te possibilita uma interpretação e um sentimento diferente. De tão lindo você, simultaneamente, é capaz de sorrir e de chorar porque alguma coisa naquele lugar todo te tocou - ainda que você não tenha ideia nenhuma do que seja. E no final, você pensa, "eu poderia ter qualquer casinha aqui e viveria feliz e tranquilo o resto da vida".  Sim, o homem criou a bomba atômica, a pólvora, as armas. Contudo, construiu, também, lugares assim, doces, silenciosos, que nos dão paz. Fountains Abbey, no meio do nada com lugar nenhum lá no norte da Inglaterra, faz a gente se sentir assim. E querer mais. 


domingo, 27 de novembro de 2011

Dez curiosidades de comportamento na Europa



Mais cedo estava me divertindo com o post 7 dicas de como deve ser o comportamento de uma pessoa feia, e me veio a ideia "hmmm, podemos adaptar isso para algumas dicas de sobrevivência na Europa". É claro que brasileiro não é nenhum animal irracional (a maioria pelo menos), mas é fato que os nossos costumes são bem diferentes dos europeus. Não que isso seja pior ou melhor, são apenas características culturais. E é claro que todo mundo sabe que mastigar de boca fechada, respeitar o silêncio do local e o espaço alheio são regras universais, não é isso que estamos falando. 

Por exemplo, quando chegar à Europa, acostume-se ao fato de que as pessoas não tem vergonha dos "barulhos do corpo". Isso significa que todo mundo arrota alto - não importa se é o restaurante mais fino da cidade -, peida na sua frente - ainda que seja a mulher mais gostosa ou o cara mais gato do mundo -, ou assoa o nariz na mesa do almoço até limpar todo o catarro da garganta. A nós, brasileiros, isso tudo é uma tremenda falta de educação, né não? Por aqui, são simplesmente complementos das necessidades fisiológicas e ninguém tem pudor. O que nos resta? Pode ter certeza que depois de um tempo você se acostuma, mas, até lá, tente engolir em seco e fazer cara de paisagem quando algo assim acontecer. Só, por favor, não encarne esse espírito europeu ao voltar ao Brasil.  Confere aí outras curiosidades e dicas para se dar bem, ou menos mal, em sua temporada pelo velho continente. 


quinta-feira, 24 de novembro de 2011

O que fazer quando seu vizinho de poltrona não cala a boca no avião - 5 dicas para se livrar do chatonildo





Dias atrás, voltando de um passeio, um simpático senhor sentou-se ao meu lado e puxou papo durante uma viagem de uma hora. Ele me contou sobre seu emprego: "como ser agiota na Inglaterra, antes e depois da 2a guerra mundial" (título de guia prático). Ele era uma gracinha, o problema é que, além de ter comido algo que, depois de acordar as 6 da matina e andar o dia inteiro, o que a gente quer é ficar quieta e aproveitar o sacolejar do ônibus pra embalar um sono. 

E eu não sabia como interromper o diálogo sem ser indelicada. Afinal, ele era tão simpático e tava super interessado no Brasil, mas eu estava passando mal e caindo de sono! E é ai que a gente fica naquela saia-justa, e agora?! Como é que faz para pedir gentilmente para seu vizinho ficar quieto? Fingir que o celular está tocando? Fechar os olhos? Responder com monossílabas? Escutar até a pessoa se tocar que você não está a fim de papo? Dessa vez, foram apenas 60 minutos de "trelelê", mas se fosse um vôo transatlântico de 10 horas?! 

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Ponte aérea: meu celular funciona na Europa?

O Renato Moura, lá de Salvador enviou um email pra gente no perdidapelaeuropa@gmail.com querendo saber como é a questão dos celulares na Europa, olha aí:

Olá, 
Sou Renato Moura, tenho 34 anos e moro em Salvador. O negócio é que daqui a dois meses vou fazer minha primeira viagem internacional: passarei um mês na Europa (França) com um grupo de amigos. Estou com algumas dúvidas ainda na parte burocrática, mas agora o que está me intrigando é como funciona a telefonia móvel na Europa. É fácil comprar um celular? Tem como comprar crédito? Como é a cobertura? E para ligar para o Brasil, vale à pena? 

Não sei se levo meu aparelho brasileiro (os celulares daqui funcionam normalmente na Europa?) ou se compro aí ou fico sem, desconectado do mundo por um mês.

Obrigado e parabéns pelo seu blog! Eu e todos os meus amigos conseguimos várias dicas com você. 
Abraço e obrigado, 
Renato. 

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Heidelberg e o romantismo no interior da Alemanha


Por do sol às margens do Rio Neckar, que corta a cidade

A língua pode ser difícil e o povo mal-humorado, mas é fato que a Alemanha possui alguns dos lugares mais lindos de todo o continente europeu. Acho que já perceberam que não sou uma pessoa muito ligada a visitas em grandes capitais (conheço algumas e recomendo o passeio quando você tiver pouco tempo e quiser montar um álbum bonito de maneira rápida e sem precisar andar muito), prefiro descobrir o interior de cada país, aquelas "preciosidades" enterradas em meio a vales, à beira de rios e que, muitas vezes, precisamos mudar de trem para ônibus, para trem, para ônibus novamente para finalmente chegar lá. 


Grandes cidades são ótimas para compras ou até para você espalhar sua viagem aos seus amigos ( "Nossa, você vai à Paris? Que chique!" até porque nunca vi ninguém dizendo "Nossa, você vai passear pelo oeste da Itália, que fino!"), o problema é que elas não nos dão uma percepção real da cultura, costumes e valores do local. São cosmopolitas demais. Globalizadas demais. As pessoas tem pressa demais. As pequenas cidades, por outro lado, nos acolhem de maneira mais típica, as pessoas sorriem mais e tem tempo para você. Quer coisa mais interessante que sentar ao lado de um senhor, em um café qualquer e ouvir histórias de quem realmente presenciou o holocausto, ou "A cortina de ferro" e, mais recente, a queda do muro de Berlin? E isso provavelmente você não encontrará em grandes cidades, simplesmente porque as pessoas estão ocupadas demais olhando para a própria vida, apenas. Assim como você não encontrará o verdadeiro croissant francês em uma lanchonete no meio de Paris, ou o café inglês na Starbucks. 

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Dez coisas para colocar na mala de viagem

 
Se a gente falou do que não precisa colocar na mala para a Europa, é hora de saber de algumas outras coisinhas que podem facilitar sua vida no velho continente. Claro que essa época do ano você vai empacotar bota, sobretudo, casaco de lã, gorro, cachecol e todo artefato anti-frio que conseguir emprestado com os amigos viajantes. Tem algumas coisas, contudo, que a gente só percebe o quanto seriam úteis do lado de cá do oceano depois que a gente chega, se ambienta e o sedex fica muito caro para mandar trazer do Brasil. Essa é uma daquelas listinhas para imprimir, guardar na gaveta e resgatar toda vez antes de levantar vôo internacional. 

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